Então vamos ver alguns lançamentos do grupo Companhia das letras?
Cartas Secretas jamais Enviadas
Você já desejou poder voltar no tempo e dar conselhos para si mesmo? Já quis ter coragem de falar como é forte o amor que sente por alguém? Alguma vez já se perguntou por que uma pessoa importante na sua vida parou de falar com você? A partir de contribuições anônimas, Emily Trunko reuniu nesta coletânea cartas que revelam segredos profundos de quem as escreveu. Afinal, muitas vezes o único jeito de lidar com nossos sentimentos mais intensos — seja um amor incondicional ou uma perda irreparável — é botando tudo no papel. A leitura destas cartas nos permite mergulhar na vida de seus remetentes e, ao mesmo tempo, redescobrir nossa própria história e perceber que, mesmo nos piores momentos, não estamos sozinhos.
Editora: Seguinte(Cia das Letras)
Páginas: 128
Capa: ★★★
História: ★★★★★
Sinopse: Um homem-bomba se explodiu dentro de um café em Jerusalém. Seis corpos foram encontrados. Uma garota, que se casaria naquele dia, morreu junto com o pai "algumas horas antes de vestir seu lindo vestido branco". E Tal não consegue parar de pensar em tudo isso. Tal é uma israelense que, como toda garota de dezessete anos, vive suas primeiras experiências - o primeiro grande amor, as primeiras escolhas profissionais e também o primeiro atentado. Depois de vivenciar esse momento trágico, ela escreve uma carta a um palestino imaginário, coloca em uma garrafa e pede ao irmão, que presta o serviço militar perto de Gaza, para lançá-la ao mar. Algumas semanas depois, recebe a resposta de um certo "Gazaman"...
Quando eu vi esse livro, confesso que não tava esperando muito, talvez um drama, mas a leitura foi muito agradável e até emocionante. A história é sobre Tal, uma garota cheia de sonhos, esperançosa e otimista, ela mora em Israel. E sobre Naim, um garoto também assim como Tal, cheio de sonhos, ele mora na Palestina, mas precisamente na faixa de Gaza. O que mais ambos tem em comum, além de sonhos e esperança, esperança pela vida, pela paz, o medo, medo de sair nas ruas e não ter a certeza de voltar. Explosões, atentado ocorrem em Israel provocados pelos palestinos e vice versa. E foi após saber de um atentado desses em Israel que Tal, decide quebrar uma barreira, ela envia uma mensagem em uma garrafa e a pessoa que a encontra, quem? quem? Naim (adorei esse nome). Dai eles passam a se comunicar, não tão facilmente no início e algo vai se desenvolvendo.
A narrativa é muito bonita, são inseridos os sonhos desses jovens, suas aflições, questionamentos do porquê eles, Palestinos e Israelenses não podem viver em harmonia. Essa parte da rivalidade, atentados não é muito aprofundada historicamente, o que pode ser bom, pois não quebra a sintonia da amizade, mas também se houvesse seria algo mais rico, para o nosso conhecimento, mas ainda sim é algo legítimo. Da forma que foi, eu gostei. O enredo foca mais nas conversas deles, um conhecendo o outro. Os capítulos são narrados entre Naim e Tal. O livro é fino, e não me lembro de ter visto erros. Os personagens, são sensíveis, sofrem com tudo o que acontecem. Aparecem outros nomes, mas o destaque é para os principais. Naim, em especial, por morar na Palestina, tem consciência de sua vida ser limitada, já que tudo é mais precário e rígido. O fim, que me deixou meio, oi? me deu a sensação de continuação, mas é entendível o que levou o fim a ser como foi. Uma história bonita, de leitura rápida, que eu adorei.
Por acaso eu vi que tem um filme, mesmos atores da capa do livro, apesar de ter escrito a resenha semana passada, quis esperar pra ver o filme e postar a coluna Livro Originou Filme
O Filme Sinopse:Tal tem 17 anos, é francesa, judia e vive em Jerusalém. Naim tem 20 anos, é palestino e vive em Gaza. Uma carta em uma garrafa jogada ao mar os aproxima do mundo distante um do outro. Filmow para quem quiser adicionar para ver depois. Minha opinião: O Essencial é mantido, Tal e Naim, conversando e se conhecendo, o círculo que rodeia Tal, porém o ambiente de Naim achei bem diferente do livro, me refiro, as pessoas que ele conversa. Uma parte que me fez refletir é quando todos estavam refugiados na casa de Naim, pois estavam havendo bombardeios, é difícil e angustiante pensar que uma pessoa viva nessas condições de medo. Senti falta de mais sentimento, emoções, o livro me passou mais as emoções de Tal, ao falar sobre a esperança, a guerra. O Filme foi bom, mas pelo tamanho do livro (fino), acho que o filme poderia ter captado mais coisas. Não achei tão fiel ao livro, também não é extremamente diferente, mas foi uma boa adaptação. Nota: 4/5